
Trajetória, reinvenção e novos capítulos de Galisteu
A apresentadora de A Fazenda fala sobre sua vida pessoal e profissional, a nova série "Meu Ayrton, por Adriane Galisteu" e a maternidade.
Adriane Galisteu é um nome que se confunde com a história da televisão brasileira. Com mais de 40 anos de carreira, construiu uma trajetória sólida como apresentadora, atriz, empresária e modelo. Desde os primeiros passos, aos nove anos, como modelo, até os palcos, estúdios de rádio e programas televisivos, Galisteu sempre demonstrou uma paixão visceral pela comunicação, alimentando o sonho de falar para o público com um microfone na mão.
Hoje, ela comanda um dos reality shows mais famosos do Brasil, A Fazenda, na Record — com uma marca simbólica: tornou-se a primeira mulher a apresentar um grande reality de confinamento no país. Neste fim de ano, estreou também sua nova série documental, "Meu Ayrton, por Adriane Galisteu", na HBO Max: dois episódios de 45 minutos com o próprio relato de Adriane, depoimentos inéditos e memórias guardadas por mais de três décadas sobre seu relacionamento com Ayrton Senna — a chance de dividir sua verdade, 31 anos depois da tragédia que abalou o Brasil.

Ao olhar para trás, ela elege momentos: a MTV, "o começo de tudo, o lugar onde eu aprendi a diferença de trabalhar na televisão e aparecer na televisão"; o "É Show", da Record; a passagem pelo SBT de Silvio Santos; o programa "Charme", "que até de pijama eu apresentei". Mas, acima de tudo: "a chegada de A Fazenda à minha vida é um grande diferencial; ganhar esse presente de ser a primeira mulher a apresentar um reality de confinamento, para mim é motivo de orgulho".
Mãe de Vittorio, casada com Alexandre Iódice — que é também seu empresário —, Adriane é sincera sobre a rotina: "Não me equilibro, não; me equilibro até a estreia de A Fazenda. Durante o reality já me programo fisicamente e psicologicamente, porque é assim que tem que ser, me dedico 100% ao programa". Sobre o doc reality "Barras Invisíveis", da Universal+, que acompanhou sua rotina sem filtros, ela ri: "Ali o público conheceu uma Adriane Galisteu diferente, sem glamour nenhum, como eu sou na vida real. Nós somos feitos de defeitos, e eu sou feita de defeitos e algumas qualidades, e não o contrário".

O segredo para se manter relevante e desejada pelas grandes marcas depois de tantos anos? "Nunca parei. Estar sempre trabalhando e me reinventando, de alguma maneira, em um cenário diferente. O cenário muda, mas permanecemos." E os planos não param: "Nunca vou ser uma mulher plena e satisfeita, porque senão, eu morri (risos), estou sempre cheia de ideias".
Para 2026, o Carnaval já está confirmado: "Estarei novamente no Carnaval do Rio de Janeiro, na Portela, essa escola pela qual tenho muito carinho". Entre os lançamentos, além da série na HBO Max, vem aí um livro sobre menopausa. E o balanço do ano que termina? "Estou muito feliz e realizada com tudo que venho fazendo, ou seja, o meu balanço é dos melhores."
